Publicado  quarta-feira, 25 de agosto de 2010

À Deriva


Pare. Não é um stop. Pare.
Sente-se , ou se puder, concentre-se.
Em cada milímetro de sonho, este povo sofre sem pedir .
Toda gravata perdida em cifras que não tem fim
São cegamente ferradas pela incompetência do poder mental, da mentalidade do poder.
Acredite. Todos são rótulos de frascos vencidos.
O produto, a marca, são utopias cidadãs, realmente em vão.
Lógico, são os políticos.
Seria algo genético? Algo infinitamente sem realmente ter um fim?
Há diferença entre o cara que rouba uma carteira e o cara que rouba milhões?
Questões sem partidos políticos.
Uma época em que os jovens se calam e o povo silencia a sua rebeldia convencional.
A titica é apenas pra passar o tempo.


O banquete é maior do que um simples escândalo.
Não adianta nos apoiarmos em leis que nos beneficiam, mas que estão do lado das gravatas dos cifrões sem fim. Não há julgamento.
Política, de forma empregatícia, já salvou muitos homens analfabetos
De se esconderem nas ruas como mendigos.
Basta ser popular, que o poder nasce nos olhos de quem não tem bondade.
O triste é acordar por quatro anos e ver que tudo continua uma merda.
Um barco em que o motor dura pra pegar , um mar em que o povo banha mas não pode se molhar!
Poderíamos em massa, esquecendo o capitalismo que nos prende e diferencia socialmente, correr pelas ruas de nossos Estados e num esforço comum, gritar Brasil ! Brasil ! Meu Brasil ! Como eu te amo! E como eu te odeio!


Não existe relação de amor sem ódio.
Afinal, nenhum político é perfeito: Nas campanhas, eles são honestos vernaculamente falando.
Mas o amor sempre vence. Nos casos mais vexatórios, quem perde é quem não valorizou o cidadão e sim, a covardia de roubar um povo tão lindo.
Mas o que vale é o pão de cada dia.
E todo político tem que comer.
Mas por que não comem apenas o seu próprio bolso
E esquecem o do contribuinte?
Você já viu, ódio sem rancor?
Dever ser de tanto ter amado o amor.
Pare. É apenas uma idéia.
O que realmente importa, é o passado.
Sem ele não há futuro.
Não há ceticismo que derrube a fama consagrada da corrupção.
Stop. Não é pra parar.
É só um político arrependido
Querendo fazer seu barco funcionar.



Phelippe Duarte

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