Publicado  quinta-feira, 10 de novembro de 2011

NUNCA HOUVE UM ADEUS                 

Se você qualificar como sentimento de perda,não pode entender o que este texto tentará entender,ou interpretar o que minhas palavras tentam compreender há dois anos.São dois sentimentos que se confundem: A presença e a ausência.
Partindo do ponto da ausência,física,você devaneia sozinho,raciocinando sobre a vida,seus últimos gestos com alguém que você ama,mas que tem medo de amar,você percebe que o não-ver,não é o melhor substituto para o tocar. O que podemos então,chamar de injusto nesta vida? Seria tão deprimente,se ainda chorasse pelos cantos,lamentando uma dor que tem como casa própria meu coração,ou seria insistência contra o destino que você mesmo construiu,que você mesmo procurou ter?E se nós lutássemos mesmo compreendendo o fim? É o que fazemos da vida meus amigos. Todos nós,aidéticos,leprosos,cancerígenos,tuberculosos,ou que sofrem de alzheimeir,chagas,pessoas saudáveis,ou não. Teremos o mesmo fim. Que a medicina prolongue o inevitável.Que o nosso amor prolongue a saudade. Estamos juntos,no mesmo barco. E até,doentes no alívio,de pensar:” Que bom,estamos vivos”. Esta retroatividade,é que machuca. Você pode não ver essa dor em mim,mas é porque sou guiado pelo melhor dos sorrisos.
Partindo do ponto da presença,é muito estranho sentir presença em sonhos,ou em determinados momentos,em que você se sente sozinho contra o mundo.Quando parece que não há solução,e que seus pés querem andar para trás,ou o seu corpo quer permanecer na cama...A presença é constante. Transformo a presença,neste sentido,quando escrevi isto com apenas 10 anos de idade e ainda tinha uma caligrafia louvável. Deu para entender,apesar do papel estar amarelado:
“ Papai,neste dia maravilhoso que o senhor completa 38 anos de idade,eu seu filho lhe dou este presente como prova do meu amor pelo senhor.Do fundo do meu peito eu lhe dou esse presente.Com muito carinho,desde que eu vi o senhor pela primeira vez eu pensei: Quem é esse,será meu papai querido? Pai eu te amo do fundo do meu peito e do coração,eu te adoro.”
Isto eu chamo de presença. Um menino de 10 anos,apaixonado pelo que ainda não entende ser como amor. Amor de pai,simples,puro,honesto. Transformo em ausência,o que escrevi quando tinha 25 anos:
“ Um lutador,armado de fé.Um homem que viveu intensamente a vida,na plenitude de Deus,na salvação da sua alma.Cleonir Ferreira Santos,um homem querido e amado por todos.A alegria de viver contagiou o seu coração e espírito,e a todos que o conheciam e não conheciam.Pai e esposo maravilhoso,digno,honrado.Amigo fiel.Sempre presente.E continuará para todo o sempre,amém”.
Presença e ausência então,se confundem no meu coração,o tempo inteiro. Depois de dois anos você começa a entender que não é como a vida nos leva,e sim como levamos a vida,que pode mudar o destino final. Eu bem que sei isso,e eu bem mais sei,que posso ter quantos anos Deus quiser me dar.Mas ainda assim,será como todos os dias,desde que o vi pela primeira vez.
Todos esquecemos as lágrimas da partida,mas nunca os sorrisos distribuídos e recebidos, em 52 anos, que ficaram nas lembranças.
Eu nunca disse adeus,e sim,obrigado.

Phelippe Duarte
Cronista e poeta

Publicado  segunda-feira, 17 de outubro de 2011

FELIZ ANIVERSÁRIO IMPUNIDADE
Não sei bem quando ela nasceu.Dizem alguns fervorosos,que quando Caim matou Abel,isto sendo colocado como o primeiro assassinato do mundo,ela já rondava no seu destino de sangue. Mas não falaremos de tempo,e sim de casos específicos. Aqui em Imperatriz,quando fez 15 anos,a impunidade comemorou como uma criança.Sorria pelas paredes,e não entre as 04 paredes.Viu o Sol redondo,e nunca quadrado. Ela,esquivando-se sempre,articula-se na política e no apontar de um gatilho,sem consciência,sem temer consequencias. Quando fez 15 anos,ninguém tinha sido preso.Foi o melhor presente para ela.
Impunidade.
Depois de completar 18 anos no dia 06 de outubro de 2011,pelo assassinato de Renato Cortez Moreira,a impunidade comemora mais um presentão.Saldo do assassinato: Salvador Rodrigues, visto como um dos mandantes do crime, e que assumiu o cargo com a morte de Renato, foi julgado e condenado pelo júri popular a 18 anos e 9 meses de reclusão, mas à época do julgamento, ganhou o direito de recorrer da sentença em liberdade. Outro que comemorou junto a impunidade,foi Geraldo Hipólito,onde  a punibilidade, que fora posteriormente extinta pela prescrição, pois o acusado já possuía mais de 80 anos de idade quando de sua pronúncia,acabou sendo esquecido totalmente deste caso. Ainda no processo, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) acolheu recursos de embargos de declaração de Ronaldo Machado Arantes e Damião Benício dos Santos, outros dois acusados da morte do eterno Prefeito, em outubro de 1993. A votação unânime determinou o retorno dos autos à Justiça de 1º grau, para que o juiz de primeira instância reinicie a instrução do processo.A impunidade até que sentiu os penetras na sua festa de aniversário,mas de nada adiantou. Livre,assim como os acusados que respondem ao processo em liberdade,a impunidade descansa em um túmulo,da família Moreira.Passados 18 anos,nada aconteceu que possamos chamar de justiça. O mármore destacado no centro do Mercado Municipal Bom Jesus,onde Renato foi brutalmente assassinado,tem escrito:  “ NESTE LOCAL,TOMBOU AO DEFENDER SEU POVO,ÀS 06:30,VÍTIMA DA VIOLÊNCIA DO CRIME ORGANIZADO VIL E COVARDE,O PREFEITO DE IMPERATRIZ RENATO CORTEZ MOREIRA”.Isso,nós chamamos de homenagem póstuma e não,justiça. Não sei,se acho correto,ou se um dia acharei esta placa correta. Quando, e se,os mandantes forem presos,estaria escrito no local da prisão “ AQUI FOI PRESO O FULANO DE TAL, QUE MANDOU MATAR RENATO CORTEZ MOREIRA,POR INTERESSES POLÍTICOS E SUJOS?”. Bom... minha família entra no mercado,e vê a placa.É um túmulo de lembranças sombrias.Um jazigo de 18 anos,impune. “É tão estranho,os bons morrem jovens,assim parece ser,quando me lembro de você”. Renato Moreira é uma bandeira que se estenderá para sempre,como um mártir de não-corrupção e não-aceitação de grupos políticos dominadores. Acredito que Imperatriz teria tomado rumos diferentes,sonhos teriam sido melhor idealizados. Pois como veio do povo e tombou no meio do povo,Renato conhecia seus anseios.
E hoje,ao batermos palmas para a impunidade,o silêncio que nos revolta é simplesmente o de não poder gritar contra a  justiça que tarda,e é falha. Presqueve a morte,mas nunca nosso sentimento de que nada mudará. Parabéns impunidade,pelos seus 18 anos de sucesso. Renato Moreira,descansa em paz,mesmo com o som de música alta da sua festinha.

Phelippe Duarte  

Publicado  terça-feira, 13 de setembro de 2011


SOU CANDIDATO A PREFEITO DE IMPERATRIZ

Desse jeito,vou me candidatar a Prefeito de Imperatriz.Tenho um histórico invejável. Aos 06 anos de idade,comecei a escrever poesia.Quando fiz 14 anos,a primeira namorada.Aos 15 anos um porrezinho,mamãe descobriu,papai cobrou não ter sido com ele. Até aí,um currículo para vereador. Depois dos 17 anos,comecei a trabalhar com publicidade.Conheci o mundo da política de forma interna,sem as bajulações normais,sem as safadezas habituais. Um ramo perigoso,onde a maior dificuldade,além das mazelas que atrofiavam a população,era qual a cor da gravata o político tinha que escolher. Tarefa complicadíssima.Tantas cores...amarelas,azuis,verdes...e o povo no vermelho.Ser político,é uma tarefa que exige um extenso currículo de faz nada. Se tiver algo,bom.Se não,que mal há?
Depois deste período,vi que sempre fui capaz de ser Prefeito daqui.Olhe meu currículo! Trabalho com publicidade desde os 17 anos,hoje sou administrador e publicitário da empresa que trabalho  junto a família,e no último aniversário,de 27 anos,domingo passado,fiz um torneio beneficente de futebol,o 1º  Torneio de Futebol de Salão Ferreira Brasília,onde arrecadei quilos de alimentos para doação. Estou pronto! Se até ajudei alguém gente,sou o próximo. Para ser candidato em Imperatriz,é só isso que basta.Ou tentar umas 6 vezes. Pronto,eleito. Qualquer um pode,por que eu,jovem promissor,com grande currículo,não posso?
Imperatriz quer aceitar o Zé,porque não o PH?
Ligação,um instante.É o Zé Dirceu,do seu quarto de hotel em Brasília,onde despacha com o total controle de nunca ter saído do governo.
- É o Phelippe Duarte?
- Sou eu sim,quem fala?
-José Dirceu.Acredite,sou eu mesmo.
-Sim,claro que acredito.Se o ilustríssimo meliante estivesse na cadeia,também acreditaria.
-É disso que precisamos! Um grande talento para encarar o povo,precisa desta língua afiada.
-O que deseja Zé?
-Você é o próximo Prefeito de Imperatriz! Tem currículo,escreve desde 2007 para o Progresso e ainda tem dois livros! Que currículo,Meu Deus! Quando comecei,eu só...bem,só conhecia as mílicas...o Lula..e era um cara legal.Sim,mas o assunto é você,topa?
- Mas José,e o que você tem com o Maranhão,aqui é história pra outro Zé rapaz.
-Deixei comigo,já estou articulando nas entranhas e estranhas coisas do governo,a sua alçada à fama.Nem a Veja vai te pegar.
-Como é?
-Esquece,me empolguei. Preciso desligar,tem um Senador pedindo conselho sobre para quem vai dar um cargo no governo.
-Eu gravei a ligação viu José.
-Tudo bem,não esquece de mandar uma cópia pra Editora Abril,eles adoram.

Com este apoio,eu estou feito. De todos os Zés que querem se candidatar em Imperatriz,eu serei o mais impetuoso,o mais astuto,o maioral. Quem ousará se candidatar contra mim? Qual o partido que não vai me querer? Se todos tem apoio,qual o pior irá vencer?
O povo tá,é com saudade da honestidade.Para ser político,por favor,deixar currículo no prédio da Prefeitura. Será que eu deixo meu por lá?

Phelippe Duarte

Publicado  terça-feira, 16 de agosto de 2011


SEGUNDO DOMINGO DE AGOSTO,MEU CALENDÁRIO ETERNO

Não,ainda não é uma data comum para mim.Certamente,é onde quero mais que o domingo seja eterno.Por que para casos como o meu,o segundo domingo de agosto,está escrito em todos os dias do calendário da minha mesa de trabalho.
Vejo que o tempo é um inimigo que se disfarça de amigo. Vem por vezes com uma doce lembrança,um sonho presencial,ignorando a ausência notável aos olhos.E por outras vezes,aparece-me como um senhor do meu horário,querendo dominar meus sentimentos passados e atuais. O tempo que eu sempre achei que precisasse para esquecer a dor de uma perda,é o tempo que mais preciso para entendê-la. O mistério é tão discreto quanto transparente. Olhe nos olhos de quem sofreu e você perceberá que ali não são apenas cor e íris. Voltando a um velho momento,em que recebo uma cortesia que a vida me dá,para visitar costumes antigos,sinto-me como criança outra vez. Ou como sempre. Eu acredito que sempre estarei perto e não ao contrário. Enxergo com frequente clareza,como seguir em frente.E como já disse antes por aqui,tenho pés de Curupira. Ainda mais neste caso,em que penso no mesmo homem todos os dias. É, soa amor,pra quem costuma ler ou escutar isso. Imerso no trabalho,não paro um minuto sequer para imaginar o por quê de tantas coisas boas acontecerem na minha família.Olho para o lado e nem perturbo minha paz. Descuido- me e deixo-me lembrar: Tenho o que conquisto,por conta dele. E conquistas,através da continuação de um trabalho e não da profissão “ingrata” de herdeiro,como muitos tem o privilégio (?) de ter.
Amo continuar o que meu pai deixou. Não do mesmo jeito,mas com os princípios e valores. Deixou-me família e trabalho. E não há herança mais prazerosa do que andar em cada esquina por onde ele passou,e ver o amor e carinho nos olhos de quem nos olham.Vejo,que a perda foi a mesma,sem ter o mesmo significado sanguineo.
Mas não são palavras de tristeza. Esta crônica é para dignificar o quão é válido termos um pai. E sermos filhos,na qualidade de quem já o teve. Não serei ufanista. Existem vários vagabundos que colocam filhos no mundo,e que seria melhor continuar no onanismo. Pilantras,extorquem seus meninos nas ruas,no tráfico,na mão –de-obra escrava. Babacas também são pais,mas não sabem o que é ser um pai. Existem diversos tipos. E os melhores,são os que marcam nossas vidas além da genética. De alguma forma,sei que sou guiado. Tenho um manche nas costas,e no controle,o velho capitão de sempre. O velho negão lobo do mar.
Quando engasgo,é porque vejo que é a hora certa de parar o texto. Só que minhas lágrimas reproduzem  palavras,e o que não consigo mais distinguir neste tipo de linguagem sentimental da razão,é que para todos os segundos domingos de agosto da minha vida,serão como todos os dias do meu calendário.
Muitos dizem adeus quando perdem. Eu disse que amava. Percebe-se a diferença exata. Meu pai de sangue e sombra guia,me olha,enquanto meu pai literário,bom e querido Luís,ri dos meus textos dando tapa na cabeça de algum anjo.
É,sempre assim. Para os papais,um grande beijo e um conselho: Olhe para o seu filho,e faça com que este olhar,seja um espelho recíproco.Redundante: Para ambos.
Enquanto pisar por estas terras,meu segundo domingo de agosto,será todos os meus dias.
Calendário tal filho,tal pai.
De repente
Nada é como o sempre
Eu visto suas roupas
Visto o seu cheiro
Mas não chego aos seus pés.
Mesmo seguindo os seus passos”

Phelippe Duarte

Mesma Coisa

Publicado  segunda-feira, 8 de agosto de 2011


É tudo a mesma coisa,às vezes olho pro dia,e penso em dirigir para casa,e mesmo sendo longe,eu rodaria uma estrada inteira,uma noite completa,para voltar.É tudo a mesma coisa. Somos procurados sem ter feito nada.E todas as ruas que ficam no meu retrovisor,tem pedaços de paixões partidas. Somos procurados,meu amor. Respirando ou não,estamos na mesma estrada.
É tudo ou nada,quando o duelo se aproxima
Voltamos para casa sem ter saído
E no meio da viagem,as coisas que mais incomodam
São a saudade dos costumes e a intolerância às novidades.


É tudo a mesma coisa
Só os nomes mudam
Elas continuam as mesmas
E quantos casos elas tiveram
Quantos!
E no meio de tantos,
Ela ainda verá a mim. 

JABOR ESTÁ CERTO?

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A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida.Lendo esta citação de um mestre,resolvi indága-lo:

Quando Jabor afirma isso,ele não me quer por perto,ou ele sempre me quis por perto? 
Sempre mostrei confiança,mesmo que no momento final. 
Sempre mostrei que o desafio,era só o tempo passar. 
E amar,amar e amar. 
Se a tradução do amor está nos beijos,no sexo e nas palavras,
O que há de menos real do que estar longe?
Estar longe é a realidade.
Se Jabor estiver certo,eu preciso ligar? 
Sentir-se amado,é saber quem você ama de verdade,
E não ter,nunca,espaço para dúvidas.
Amor não é talvez nem será. 
É real liberdade,que a vida nos dá poucas vezes: bater de frente,com o amor da sua vida.
E deixar a vida,levar você. 
Como levou?

Phelippe Duarte

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MARIA DA PENHA,A MULHER SEM BRECHAS.
Maria da Penha não terá mais brechas. Soa meio pornográfico ou eu que interpreto mal as coisas? Não mesmo. Maria da Penha não terá mais brechas. Dona Maria,está praticamente protegida de qualquer imbecil que queira levantar a mão contra ela.Ou furar suas brechas.
Depois de cinco anos de vigência e mais de 1.952 milhão de atendimentos através do serviço 180,dos quais 22,3%,ou seja,434.734 eram relatos de violência contra a mulher,a lei pode tornar-se válida,constitucional,não havendo a possibilidade de recurso por parte do agressor. Recentemente,a justiça negou um recurso de um animal,Cedenir Balbe Betroni,que fora condenado a prestar serviços comunitários por empurrar e agredir sua companheira. Os Cedenirs da vida,que se preparem.Ou morrem na rua,na cadeia,ou começam a agredir a si mesmo.
A maioria das agressões são registradas como físicas,psicológicas,sexuais,tráfico de mulheres ou cárcere privado. Lembro muito do filme Busca Implacável,onde o enredo conta a história de uma menina de 16 anos que viaja com amiga,e é seqüestrada por uma quadrilha que tem como especialidade,o tráfico de mulheres.As virgens valem mais.No filme,a sorte da menina,é que o pai dela foi o Rambo contemporâneo,e matou metade do filme para ter a filha novamente. 1.952 milhão de atendimentos. A nossa Busca Implacável é contra os covardes. Mas quem é o nosso Rambo contemporâneo? Lula em 2007,fez um pedido  que tramita no STF,onde a Corte teria que declarar a lei constitucional. A ação foi proposta para evitar brechas na Maria da Penha e uniformizar até onde a Justiça pode atuar e recuar dentro desta lei. Nosso Rambo foi o Lula? Ainda bem que a série de filmes terminou,apesar de o poder estar nas mãos do PT há exatos 9 anos.A Ministra da Secretaria das Mulheres Iriny Lopes,disse que “é um presente que o STF dará não só as  mulheres mais também para a sociedade.” Presente? Então está certo. Vamos agradar as mulheres com presentes. Elas não gostam de presentes? Melhor do que um tapa,é uma lei que não tem mais brechas para ser burlada por qualquer mata-corpus  de advogado de agressores frustrados mentalmente e sexualmente. Homem que bate em mulher,tem a mente agredida por seus pensamentos pequenos,medíocres e pobres. Mas o silêncio da maioria das mulheres,incomoda o grito que precisar ser ecoado contra estes tipos de idiotas. De acordo com pesquisa realizada pela Secretaria das Mulheres,sobre quais mulheres entram em contato com o serviço 180,  maioria é parda (46%), tem entre 20 e 40 anos (64%), cursou parte ou todo o ensino fundamental (46%), convivem com o agressor há mais de dez anos (40%) e 87% das denúncias são feitas pela própria vítima. Isso depois de apanhar umas 30 vezes no rosto e outras 50 com cabo de vassoura.O balanço registrou ainda, que 59% das vítimas declararam não depender financeiramente do agressor e, em 72% das situações, os agressores são os maridos das vítimas. Os números mostram, ainda que 65% dos filhos presenciam a violência e 20% sofrem violência junto com a mãe. São números impressionantes. Os filhos assistem a violência acontecer em casa.Correm pra televisão às vezes,com medo de não ver mais gente ruim,e vêem apenas gente ruim na novela Insensato Coração,da Globo.Há maldade por toda a parte. Até nos olhos de um amor dócil.
Nossas mulheres precisam mais do que um número para ligar. Necessitam acreditar,que para ser feliz,não é que tenham que conhecer por inteiro o companheiro. É saber que na primeira ameaça de agressão,nunca houve a intenção de amor. A vida tem muito mais a oferecer,do que o peso dos cinco dedos.
Maria da Penha,agora é uma mulher sem brechas, para qualquer primata.

Phelippe Duarte